Muito se fala hoje da importância das soft skills no desenvolvimento profissional. No entanto, alguns ambientes organizacionais ainda parecem valorizar excessivamente as competências técnicas em detrimento das habilidades emocionais, devido à ênfase na entrega de resultados. Mas não seriam justamente as competências emocionais a desempenhar o papel mais importante para a alta performance das equipes nos dias atuais?
“É através da empatia e inteligência emocional que alcançaremos maior produtividade. Precisamos demonstrar que o outro é importante para nós e para a organização. Em um ambiente onde há confiança, haverá maior engajamento, compromisso e, consequentemente, melhores resultados”, afirmam Auro Honda e Sandra Gentil, diretores da Honda Gentil, consultoria para desenvolvimento pessoal e de lideranças.
Participantes do nosso próximo webinar, Em tempos de incerteza, como alcançar a alta performance das equipes?, eles conversaram conosco sobre os desafios atuais das lideranças e o impacto de suas formas de agir e pensar no engajamento e na produtividade das equipes.
Abaixo, destacamos as principais reflexões do bate-papo, que nos ajudam a entender um pouco mais sobre a importância das soft skills para o alcance de melhores resultados nas organizações. Mas, antes de prosseguir a leitura, que ta se inscrever no webinar Em tempos de incerteza, como alcançar a alta performance das equipes?, que acontece no dia 23/07, às 20h?
Voltar-se para o que tem valor para si
“O psicólogo húngaro Mihaly Csikszentmihalyi cunhou o conceito de estado de flow, um estado mental altamente focado, que expressa o engajamento e a quebra de controle do tempo. É quando não se percebe o tempo passar, quando se tem uma experiência de trabalho gratificante. O estado de flow acontece quando se está alinhado aos desafios propostos. Há o encontro, o trabalhar com excelência. Flow é um estado mental de altíssima concentração e motivação intrínseca. Esse estado só será alcançado se for despertado em você um interesse pelo desafio proposto e você se sentir preparado para entrega. Nesse estado de flow, a pessoa experimenta prazer e um profundo sentimento de imersão, seu foco perfeito, sua atenção absoluta, sentindo-se bem e flexível perante as adversidades.”
Autoconhecimento e empatia como aliados da alta performance
“As lideranças, focadas no seu autoconhecimento e na percepção das equipes, reconhecendo suas habilidades e potencialidades, bem como suas limitações, terão a oportunidade de propor um plano de desenvolvimento que não gere no colaborador estados de ansiedade, depressão, medo, angústia ou mesmo apatia, tédio e sofrimento. É preciso valorizar os talentos, propor ambientes de bem-estar e felicidade no trabalho.”
Pensando diferente para agir diferente
“Tomamos decisões baseados em nossos valores, na forma como enxergamos o mundo e seus problemas. A grande questão é revisitar a forma de pensar, sentir e agir; por isso, acreditamos no mecanismo de evolução — mas isso já vem com Sócrates (“Conhece-te a ti mesmo”). Ou seja, devemos enxergar de modo diferente para agir de forma diferente.”
Falta de harmonia como entrave para a alta performance
“Líderes que criam atitudes dissonantes, como vaidade, mau humor, pessimismo, autoritarismo, espírito muito crítico, não constroem empatia com suas equipes. Logo, nasce uma espécie de ansiedade ou aflição que afeta a equipe. A equipe irá evitar o líder. A dissonância é falta de harmonia. Os líderes dissonantes possuem estilos constrangedores, coadores, irritadores, autoritários. Esses líderes têm o poder de desmotivar os liderados, tornando-os estressados, impacientes e amedrontados.”
A liderança ressonante
“Por outro lado, se o líder alimenta seu grupo com energia, respeito, confiança, otimismo, irá demonstrar um clima agradável e, automaticamente, criar uma liderança ressonante. Um líder ressonante se preocupa em fortalecer um ambiente positivo, inspirar pessoas, construir maneiras de apoiar a equipe para conquistas de metas tanto pessoais quanto corporativas. Com certeza trará ótimos resultados. Cria um sincronismo entre a equipe e a liderança, unidas numa mesma ação. Há uma postura de liderança assertiva, que compartilha, dá feedbacks, porque há vínculo, confiança e segurança.”
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