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Mudanças no setor de varejo afetam a área têxtil e de vestuário. Saiba mais!

ago 3, 2021 | Varejo | 0 Comentários

Atualmente, o varejo e seu segmento na área têxtil vem sendo fortemente afetado pelas mudanças de compras para as plataformas online e isso requer ações que visem encurtar os prazos de entrega para aumentar a satisfação e a confiança do cliente.

Após a crise do coronavírus – que abalou a lenta, mas gradativa recuperação do setor de moda no início de 2020 – a previsão é que a indústria busque novos caminhos para superar as dificuldades e aumentar a lucratividade nos próximos anos. Essa é a expectativa de Mírian C. Costa, gerente comercial da Transrefer Transporte e Logística.

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção, Abit, o profissional é um dos entrevistados desta reportagem especial sobre logística na indústria têxtil e de confecção e sua produção deve aumentar 8,3% em 2021.

Uma das respostas ao coronavírus no dia a dia empresarial e das pessoas foi a onda de compras online, tanto que o setor de e-commerce foi o grande acontecimento da época. 

O Google apontou que, em comparação a 2019, a receita de comércio eletrônico em 2020 aumentou 59%. Segundo dados da Ebit/Nielsen, o setor recebeu 90,8 milhões de pedidos no primeiro semestre de 2020, dos quais 7,3 milhões de brasileiros fizeram as primeiras compras neste modelo.

Para diretores de desenvolvimento e logísticas do Brasil, esse é um mercado bastante influenciado pelas oscilações de compras online. 

Principalmente, em 2020, com a chegada do novo coronavírus, as compras online aumentaram cerca de 30% em relação aos anos anteriores, tudo isso devido ao período de quarentena em que as pessoas que tiveram que ficar em casa e fazer a maior parte das compras virtualmente, através da internet. 

Entenda mais 

No ano de 2021, além da continuidade das restrições à circulação urbana, a situação foi favorável, pois as lojas abriram parcialmente e muitos consumidores que compram nas lojas físicas passaram a comprar online ”, explicou Rosa.

Na verdade, segundo Toni Trajano, diretor executivo da Soluciona Logística, o fast fashion está de volta. O número de séries lançadas ao longo do ano aumentou exponencialmente, e agora está combinado com novos hábitos de consumo”, disse.

Para Delmar Albarello, fundador e CEO do Grupo Troca, em 2021, o consumidor deve estar maduro para dar importância à entrega expressa e assim por diante.

Giuseppe Lumare Júnior, diretor comercial da Braspress, lembrou antes de fazer uma “previsão” para o setor em 2021 que 2020 é particularmente difícil para grupos de consumidores não essenciais. 

Com algumas exceções, as vendas de têxteis foram afetadas pela queda nas vendas de roupas, mas esse efeito foi ligeiramente enfraquecido em comparação ao início de uma recuperação nas vendas no último trimestre do ano passado. 

“Nesse período, o crescimento das vendas foi afetado pelo consumo de compostos. Esse efeito psicológico fez com que os consumidores desabafassem com as frustrações causadas por retiradas de longo prazo, assim como nos meses de 2020.”

Por outro lado – o diretor de negócios da Braspress continua – o consumo de roupas também se adaptou à realidade do home office, e as vendas de roupas casuais e confortáveis ​​têm crescido fortemente, principalmente por meio dos canais de e-commerce.

Segundo Lumare Júnior, isso teve um impacto muito grande na logística do departamento. Em geral, com o advento dos omni-canais, o tráfego começou a se adaptar às novas demandas do mesmo dia e do dia seguinte, e passou a considerar novas formas de entregar pedidos aos consumidores – portanto, a entrega em “ponto de coleta” era incentivado, “Drop Offs”, a sigla de seu nome comum: PUDO’s.

Novos conceitos e métodos de transporte surgiram e devem ser amplamente desenvolvidos a partir de novos impulsos do consumidor. No setor têxtil e de vestuário, essas novas soluções impulsionaram as operações, pois se tornaram a escolha dos consumidores para reduzir os custos de envio e atender às necessidades de cada compra.

Comportamento

Albarello, do Grupo Troca, acredita que a logística na indústria têxtil será afetada pelas mudanças no comportamento do consumidor, incluindo a cada vez mais digitalizada nova geração, como a Gen Z, que enfatiza a praticidade e o consumo sob demanda.

“Isso pode até afetar a produção. Quando os participantes relevantes não precisam mais manter um estoque grande ou não precisam mais manter um estoque grande, a logística inteligente e capilar faz com que as vendas venham de CDs estratégicos”, explicou.

Thiago Menegon, Diretor Comercial da TDB Transporte e Distribuição de Bens, disse que o lema deste ano é planejamento e autoconfiança. É de extrema importância acompanhar o que seus clientes fazem e estar ao lado deles nos momentos de decisões e compras. 

Trajano, da Soluciona, acredita que a consolidação da recuperação econômica e o aumento da inclusão digital afetarão diretamente o desempenho do setor.

“A integração dos métodos de consumo online e offline – por exemplo, quando compramos online, mas retiramos ou trocamos produtos em lojas físicas – precisa gerenciar o transporte e o estoque de forma integrada, usando tecnologia e vários métodos de entrega.”, conta.

Para ele, sem a digitalização de processos e serviços não se discute custos logísticos e gestão de riscos, quem não iniciar ou acelerar o caminho da transformação digital ficará definitivamente para trás.

Inovações 

Quando o assunto envolve novas logísticas no setor têxtil e de confecção, Rosa, da ID Logistics Brasil, destacou que muitas empresas apostam na automação para amenizar o problema de oferta de mão de obra insuficiente, principalmente devido aos altíssimos custos de aluguel na área.

Isso vem ocorrendo com bastante frequência nas questões que envolvem operadores logísticos e as transportadoras,  esses segmentos estão buscando se atualizar no que diz respeito às suas operações. 

Por exemplo, os operadores logísticos têm buscado automação incremental, especialmente com o crescimento do e-commerce, e sua demanda mais fragmentada significa capacidades separadas grandemente expandidas, item por item e, em seguida, automatizar o processo de embalagem. “

Além disso, de acordo com o diretor comercial da Braspress, o setor de transportes também busca se adequar, passando a utilizar equipamentos de manuseio como os box sets, o objetivo é incorporar muitos pacotes a esses equipamentos de contenção para garantir a segurança e garantir a integridade até Milhas entra na fase final.

Segundo Albarello do Grupo Troca, a logística se adaptou ao novo modelo de consumo, utilizando uma frota mais compacta e, portanto, mais flexível na entrega em lote porta a porta, utilizando esteiras, leitores ópticos e outras soluções para alcançar a automação do CD e a medição digital / Cubos de laser, menos pessoas e mais máquinas de automação de processos.

O novo mundo dos têxteis e do vestuário

O mundo dos têxteis e do vestuário está se tornando cada vez mais desafiador para os fabricantes em todo o mundo. Devido à globalização, a demanda por produtos pode mudar a qualquer momento. O mesmo se aplica ao investimento estrangeiro. Em termos de demanda do consumidor e oportunidades de investimento, a indústria têxtil e de vestuário pode ser instável.

Claro, as indústrias têxteis e de vestuário da China estão crescendo, e a economia continua a se expandir em setores mais lucrativos. O desenvolvimento de têxteis oferece aos fornecedores de outros países oportunidades para preencher as lacunas do setor. 

Ao mesmo tempo, pequenos produtores mais próximos do mercado consumidor tradicional ganharão espaço em detrimento dos grandes produtores. Digno de atenção? Talvez, mas como tudo na indústria têxtil, isso pode ser visto como uma oportunidade para aqueles que estão dispostos a aceitar mudanças.

O custo de uma peça de roupa sempre desempenhou um papel central nas decisões de compra. O que acontece quando os hábitos de consumo comuns mudam? Afinal, uma nova geração de consumidores está surgindo. Quais são suas preferências? As roupas baratas atenderão às necessidades desse consumidor ou ele está procurando mais coisas? As respostas para essas perguntas mudarão nosso setor nos próximos anos.

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