O sucesso profissional depende não apenas de conhecimento técnico, mas da capacidade de transformar aprendizado em ação estratégica. É por isso que executivos em busca de evolução escolhem os MBAs e programas de educação executiva. Nesse contexto, o papel do professor é decisivo.
Mais do que transmitir conteúdos, os docentes atuam como mentores e parceiros de jornada. São profissionais com sólida experiência em cargos de liderança, vivência em diferentes setores e uma visão ampla das tendências que moldam o futuro dos negócios. Essa bagagem faz toda a diferença na formação de executivos que buscam aprimorar competências, tomar decisões com segurança e gerar impacto real em suas organizações.
Além da teoria
Cada caso, cada discussão e cada insight nascem da experiência de quem vive os desafios do mundo corporativo e entende as transformações do mercado. Assim, o aprendizado se torna aplicável, estratégico e transformador — como a própria missão da FIA BUSINESS SCHOOL – FINANÇAS E VAREJO formar líderes que transformam pela educação.
No Dia dos Professores, celebramos esses profissionais que inspiram, orientam e impulsionam o crescimento de quem acredita que aprender é o primeiro passo para transformar o futuro.
A voz do especialista
Para aprofundar essa reflexão sobre o papel transformador da docência na educação executiva, conversamos com o professor Carlos Eduardo Furlanetti, Diretor Executivo da FIA-LABFIN.PROVAR. Na entrevista a seguir, ele compartilha sua visão sobre essa carreira e homenageia quem potencializa o aprendizado, inspira executivos e fortalece a missão da instituição de transformar vidas e trajetórias profissionais por meio da educação continuada.
1 – O Dia dos Professores é uma data de grande significado. Ao comandar uma instituição que traz a educação executiva como foco do negócio e o propósito de transformar vidas por meio da educação, pode falar um pouco sobre esse significado para o nosso público?
O Dia dos Professores transcende a celebração de uma profissão — é o reconhecimento de quem escolheu ser ponte entre o mundo como ele é e o mundo como pode ser. Comandar um importante núcleo de uma prestigiada instituição de educação executiva nesta data me faz refletir sobre uma responsabilidade dupla: formamos não apenas indivíduos, mas agentes multiplicadores que levarão conhecimento para suas organizações, equipes e comunidades.
Costumo dizer à minha filha, para valorizar o aprendizado, que conhecimento é poder, e poder é liberdade de escolha. Nossos professores são, portanto, ampliadores de liberdade. Cada aula, cada provocação intelectual, cada desafio proposto expande os graus de liberdade de quem aprende. Na educação executiva, isso ganha contornos ainda mais tangíveis: vemos profissionais redesenhando carreiras, líderes transformando culturas organizacionais, empreendedores criando soluções que impactam muitas vidas.
2 – A FIA BUSINESS SCHOOL é reconhecida por unir o rigor acadêmico à aplicação prática no mercado. Como os docentes contribuem para que esse equilíbrio gere impacto real na formação dos estudantes e nas empresas?
Nossos docentes vivem em dois mundos simultaneamente — e essa é sua maior força. De um lado, mantêm os pés firmemente plantados na pesquisa, na teoria, no conhecimento sistematizado que resiste ao teste do tempo. De outro, têm as mãos calejadas pelo mercado, conhecem a pressão do resultado, compreendem que segunda-feira de manhã o estudante precisará tomar decisões reais com consequências reais.
Esse equilíbrio não acontece por acaso. Ele exige professores que sejam intelectualmente curiosos o suficiente para questionar o óbvio, mas pragmáticos o bastante para reconhecer que teorias existem para iluminar a prática, não para substituí-la. Quando um docente traz um case real e o disseca usando ferramentas conceituais robustas, ele está fazendo algo raro: mostrando que rigor e relevância não são opostos, mas aliados.
O impacto disso? Estudantes que não decoram fórmulas, mas desenvolvem julgamento. Empresas que não recebem consultores que aplicam receitas prontas, mas profissionais que pensam criticamente e adaptam soluções ao contexto.
3 – Diante de tantas mudanças — tecnológicas, econômicas e sociais — como a missão de transformar pela educação se renova e se fortalece?
A missão não muda — o que muda é como a cumprimos. Transformar vidas pela educação é um norte permanente, mas as ferramentas, os conteúdos e os métodos precisam ser constantemente repensados.
Vivemos uma era de obsolescência acelerada do conhecimento técnico, mas de valorização crescente das capacidades humanas fundamentais: pensar criticamente, aprender continuamente, colaborar, criar sentido em meio à ambiguidade. Nossa renovação vem de reconhecer que formar para a incerteza exige ensinar não apenas o que sabemos, mas como descobrir o que ainda não sabemos.
A tecnologia amplifica nossa capacidade de alcance, mas não substitui o encontro humano que provoca transformação genuína. Algoritmos podem personalizar conteúdo; só pessoas podem inspirar mudança de perspectiva. Então nos fortalecemos ao abraçar o novo sem abrir mão do essencial: professores que veem pessoas, não apenas estudantes; que constroem relações, não apenas transmitem informações.
4 – Que qualidades o senhor acredita que distinguem um professor transformador, capaz de inspirar e provocar crescimento nos estudantes?
Curiosidade genuína vem primeiro. Um professor transformador nunca para de aprender, nunca perde o espanto diante do desconhecido. Ele ensina porque ainda é aprendiz.
Humildade intelectual: reconhecer que o conhecimento é construção coletiva, que a pergunta do estudante pode revelar um ângulo que ele não havia considerado. Isso cria segurança psicológica na sala de aula — espaço onde é seguro não saber, explorar, errar.
Coragem para incomodar. Professores transformadores não estão ali para confirmar o que os estudantes já pensam, mas para desestabilizar certezas confortáveis. Eles provocam, desafiam, fazem perguntas que não têm respostas fáceis.
E, acima de tudo, crença genuína nas pessoas. Eu sou alguém que deve tudo à educação que recebi — além da própria família, há sempre um professor que acreditou na gente, antes de muita gente reconhecer o nosso valor. Professores transformadores enxergam potencial onde outros veem apenas desempenho atual.
5 – A docência, muitas vezes, vai além de transmitir conhecimento. Como o senhor percebe o papel do professor como agente de transformação humana e social?
A sala de aula é um microcosmo da sociedade que queremos construir. Quando um professor trata cada estudante com dignidade, independente de origem ou trajetória, ele não está apenas sendo gentil — está modelando justiça. Quando estimula o debate respeitoso entre perspectivas divergentes, está praticando democracia. Quando exige excelência sem sacrificar acolhimento, está demonstrando que rigor e humanidade não são incompatíveis.
O professor carrega uma autoridade moral singular: ele influencia não apenas pelo que diz, mas pelo que é. Um executivo pode aprender finanças em livros, mas pode aprender muito sobre liderança e ética observando como seu professor lida com dilemas, com divergências, com as próprias limitações.
E há um efeito cascata poderoso: cada estudante que se transforma leva consigo sementes de transformação para onde for. Um líder que aprende a ouvir verdadeiramente pode mudar a cultura de uma organização inteira. Um empreendedor que desenvolve consciência social pode criar negócios que geram prosperidade inclusiva.
6 – Neste Dia dos Professores, qual mensagem o senhor deixaria para os educadores da FIA-LABFIN.PROVAR e para todos que acreditam que ensinar é um ato de transformação contínua?
Queridos educadores, nós escolhemos uma profissão que pode ou não enriquecer contas bancárias, mas que certamente enriquece futuros. Que pode não construir edifícios, mas que certamente constrói possibilidades. Que pode não produzir resultados imediatos, mas que certamente planta sementes que germinarão em lugares e momentos que talvez nunca vejam.
Há dias em que parece que a aula não fluiu, que o conteúdo não chegou, que o esforço foi desproporcional ao resultado. Mas lembrem-se: nós não estamos apenas ensinando conceitos — estamos expandindo horizontes, abrindo portas, acendendo fagulhas que podem se tornar incêndios de transformação.
Cada estudante que está diante de nós carrega uma história, sonhos, potencial ainda não realizado. E nós temos o privilégio sagrado de participar desse desdobramento. Quando nós acreditamos nos estudantes, especialmente quando eles ainda não acreditam em si mesmos, nós estamos fazendo o que há de mais poderoso na educação.
Continuemos sendo intelectualmente rigorosos sem perder a ternura. Continuemos exigindo excelência sem esquecer que estamos lidando com seres humanos complexos. Continuemos aprendendo, porque professores que pararam de aprender pararam de ensinar de verdade.
Nós não estamos apenas transmitindo conhecimento — estão ampliando graus de liberdade, como já mencionei em outra resposta. E liberdade, no fim, é o que permite que cada pessoa escreva sua própria história.
Temos que ser gratos pela oportunidade de aprender ao ensinar.
Fonte: Redação FIA BUSINESS SCHOOL – FINANÇAS E VAREJO




