O varejo é importante para o país pois tem relação direta com a saúde econômica, já que mais de 60% do PIB é destinado ao consumo das famílias e empresas. Entretanto, as incertezas que o mercado vem passando, estagna e impede a desejada compensação.
As empresas varejistas no Brasil vêm enfrentando uma série de desafios após a pandemia da COVID 19. Observamos a desaceleração no ritmo de atividade econômica, a redução do nível de confiança dos consumidores, a manutenção de taxas de juros em níveis elevados, a inflação, que corrói o poder de compra dos consumidores, o aumento da inadimplência, as incertezas relacionadas à política econômica do novo governo e, como se não fosse o suficiente, a crise de confiança gerada pelos mais recentes eventos ocorridos com as Lojas Americanas, na avaliação do professor Marcos Piellusch, coordenador dos cursos de finanças da FIA – LABFIN,PROVAR.
Para o especialista, justamente por ser a última etapa das cadeias de suprimentos, o varejo fica mais sensível às expectativas dos consumidores, variações na renda, nos preços e fica mais sujeito à inadimplência dos consumidores. “Isso porque as empresas varejistas precisam se preparar para ter produtos disponíveis para o consumo, sobretudo por exemplo as empresas do segmento de vestuário, que trabalham com coleções semestrais”, afirma o professor.
Mercado de oscilações
Assim, quando ocorrem variações na demanda, as varejistas acabam por apresentar oscilações importantes nos estoques, que representam uma parte significativa do investimento.
Esse aspecto acaba por afetar o Capital de Giro das empresas, elevando a Necessidade de Capital de Giro e o Ciclo financeiro das empresas. Em outras palavras, o investimento demora mais tempo para retornar ao caixa das varejistas.
“Considerando ainda o contexto econômico, a elevação das taxas de juros torna o dinheiro mais caro, e com isso as pessoas tendem a preferir comprar a prazo a pagar à vista. Mais uma vez ocorre uma pressão sobre o Capital de Giro das varejistas, pois o prazo médio de recebimento dos clientes aumenta, estendendo mais ainda o Ciclo Financeiro”, explica Marcos Piellusch.
Resumidamente, por enquanto, temos todos os fatores contribuindo para uma maior demanda de recursos financeiros para que as varejistas financiem sua atividade, ou seja, as empresas precisam de mais dinheiro para se manter nesse contexto desafiador.
O especialista aponta que do ponto de vista da gestão financeira, é importante observar que o mercado de capitais tem oferecido cada vez mais produtos para facilitar o financiamento das empresas.
Busca por soluções
Tradicionalmente a cultura empresarial tem se restringido aos produtos bancários, como o “risco sacado” ou “forfait”, que ficou evidenciado pelo caso das Lojas Americanas. Porém, além dos produtos oferecidos pelos bancos, há soluções que podem onerar menos os resultados das empresas e facilitar o financiamento da operação.
Outra solução que o professor cita é a utilização dos FIDCs (Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios), um produto anteriormente voltado apenas a grandes varejistas, mas que atualmente pode ser acessado também por empresas de médio porte.
“Com esse tipo de produto, a varejista pode “vender” sua carteira de recebíveis, em uma operação parecida com a antecipação, mas com uma série de benefícios adicionais, como o custo inferior e a praticidade”, comenta ele.
Por isso é importante ficar sempre atento aos novos produtos, além de manter o bom relacionamento com as instituições, para ter acesso a formas inovadoras de obter soluções financeiras.
“Portanto, é fundamental o foco na operação, mas as formas de financiamento podem aliviar o varejista em situações mais críticas, sem comprometer o futuro e a perenidade da empresa”, finaliza o professor coordenador.
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Fonte: Redação FIA – LABFIN.PROVAR





