Quando passamos por alguma turbulência pessoal ou profissional, muitas vezes — ou quase sempre — os abalos são sentidos em todas as áreas de nossa vida. Percebemos, então, que em virtude das exigências constantes de adaptação às aceleradas transformações do mundo contemporâneo as esferas pessoais e profissionais acabam por se confundir invariavelmente.
Num contexto de crise em escala global como a da pandemia de COVID-19, essa realidade se acentua ainda mais na vida de todas as pessoas e empresas e organizações tendem a exigir cada vez mais de seus colaboradores o desenvolvimento de habilidades emocionais.
Se, antes, a ênfase no aperfeiçoamento de conhecimentos técnicos — as hards skills — orientava nossa trajetória profissional, no presente e no futuro as competências emocionais — as soft skills — também devem ser priorizadas por todos que querem se diferenciar no mercado — e, claro, ter uma vida melhor em todos os sentidos.
Entre as soft skills mais valorizadas hoje em dia, destacamos neste artigo duas que podem lhe ajudar a enfrentar o atual cenário de incertezas com mais segurança e sabedoria: a inteligência emocional e a resiliência.
Razão e emoção juntas?
A junção dessas duas palavras — “inteligência” e “emocional” — pode parecer, a princípio, inapropriada, uma vez que comumente separamos aquilo que diz respeito às nossas emoções do que é do campo da razão. No entanto, cada vez mais essa separação parece não ter sentido.
Em qualquer escolha que temos de tomar, desde a mais simples até a mais complexa em nosso dia a dia, tanto nossos impulsos emocionais quanto as nossas reflexões mentais interferem em nossa tomada de decisão. Ignorar ou supervalorizar a razão em detrimento das emoções e vice-versa nos leva, facilmente, a decisões equivocadas e à dificuldade de aceitação da realidade e daquilo que somos. Por sua vez, o equilíbrio entre essas duas forças pode fazer com que sejamos mais coerentes com aquilo que desejamos e precisamos verdadeiramente para nossas vidas.
A inteligência emocional, então, pode ser entendida como uma habilidade que nos ajuda a reconciliarmos a esfera da razão com a esfera da emoção, fortalecendo nossa consciência sobre as motivações das decisões que tomamos e a realidade como ela é — e também nossa capacidade de encararmos os desafios do mundo ultratecnológico de hoje numa direção mais condizente com a nossa singularidade enquanto seres humanos.
O sofrimento é normal
Num contexto compartilhado de crise como o que temos vivido atualmente, as sensações que nos incomodam tendem a ganhar uma dimensão bem mais ampla, sobretudo pelas limitações de convívio que o isolamento social nos impõe e por todas as incertezas que acompanham a pandemia.
Em momentos assim, ter a consciência de que o sofrimento faz parte da vida de todos, em maior ou menor grau a depender da situação, pode nos ajudar no nosso desafio maior enquanto seres humanos: saber lidar com as adversidades e com os sentimentos que nos machucam, em vez de querer eliminá-los, sem sucesso, para sempre.
É nesse sentido que a resiliência, enquanto capacidade de aceitarmos que as oscilações, frustrações e crises vão nos acompanhar por toda a vida, pode nos tornar mais bem preparados para as turbulências, coletivas ou individuais, que enfrentaremos ao longo de toda a nossa trajetória.
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